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8 de Maio de 2018 14:53

Alunos comemoram sucesso da primeira Simulação das Nações Unidas

Evento organizado por estudantes do Curso de Relações Internacionais aconteceu entre 2 e 5 de maio

Crises internacionais, acordos e sentenças marcaram o encerramento da 1ª Model United Nations International Simulation – MUNIS (Simulação das Nações Unidas, em português) que teve como temática “ONU: Desafios e o Futuro da Instituição”. O projeto acadêmico de iniciativa dos estudantes do Curso de Relações Internacionais aconteceu de 2 a 5 de maio, com objetivo de promover habilidades de argumentação, negociação, oratória, Relações Internacionais, Direito, História e Geopolítica Internacional para estudantes do Ensino Médio e universitários.

No comitê da Organização Mundial da Saúde, continuou o debate sobre a despatologização das identidades transexuais e os delegados dos países da OMS simularam uma crise, na qual, médicos do projeto ‘Médicos Sem Fronteiras’ e um transexual foram presos pela polícia religiosa da Arábia Saudita, quando contrabandeavam hormônios para mudança de sexo. Enquanto os países árabes – Egito, Rússia, Indonésia e Emirados Árabes Unidos, de religião islâmica – se opuseram à soltura e mantiveram sua política religiosa, delegações do Brasil, África do Sul e Reino Unido lutavam em busca do perdão para os envolvidos ou, pelo menos, a repatriação dos médicos. No último dia de atividades, os alunos conseguiram redigir um acordo internacional com adoção de políticas públicas voltadas aos transexuais.

No comitê do Conselho de Direitos Humanos, os delegados deram continuidade ao debate do dia anterior, a respeito da questão dos refugiados na Síria e na Somália, dessa vez, com foco no segundo país. Fizeram parte do debate, as questões da pirataria, sabotagem das ajudas humanitárias por parte dos clãs e grupos terroristas, a problemática dos ataques aos direitos humanos perpetrados pelo Al-Shabaab (grupo responsável pelo maior ataque terrorista na Somália que causou a morte de mais de 300 pessoas), a questão dos refugiados e da violação de seus direitos nos países receptivos, o curso do terrorismo nesses países e como as potências mundiais podem interferir nessas questões.

No Tribunal Europeu de Direitos Humanos, um novo caso foi colocado em julgamento. O assunto debatido pelos advogados era sobre refugiados da Síria que chegaram em navios na Itália e foram deportados pela Guarda Italiana. Enquanto os advogados dos refugiados alegavam que a Itália descumpriu o ‘Acordo de não devolução’, que se refere ao acolhimento de pessoas procedentes de países em crise, os representantes da Itália disseram que o governo resgatou no mar e salvou as vidas das pessoas que se encontravam em situação de risco. Depois de ouvir argumentos de ambos os lados, os juízes reuniram-se a portas fechadas para decretar a sentença.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas teve uma sessão tumultuada com o anúncio de uma crise internacional envolvendo o avanço de tropas navais norte-americanas para o território de Mianmar. O delegado do Estados Unidos alegou que os atos de genocídio em Mianmar sobre parte da população que não é considerada cidadã por causa da sua etnia ou religião devem acabar e que seu país não vai mais tolerar tal situação. Após discursos tempestuosos dos delegados, durante toda a simulação, no último dia, um acordo de cooperação internacional foi votado e aprovado, embora sob forte oposição do representante de Mianmar.

ENCERRAMENTO
Na cerimônia de encerramento, os representantes de projetos parceiros, SOE e UNISSIN, discorreram a respeito de como foi desempenhar o MUNIS e aproveitaram o momento para falar um pouco sobre os projetos. Em seguida, os representantes de cada comitê foram convidados à mesa e, por fim, os juízes proferiram as sentenças dos casos finais. Os organizadores também ofereceram menções honrosas aos representantes das delegações que se destacaram.

Julia Malta, aluna de Relações Internacionais, declara a importância do MUNIS. “Como é o primeiro ano do evento, a equipe que faz parte da organização não imaginava que esta simulação tomasse a proporção que tomou. Mas tudo deu certo e, para a Universidade Potiguar, a grandiosidade de ter uma simulação é muito forte, por já existirem outras simulações no estado. Isso dá uma atenção muito grande, tanto ao curso, quanto a própria UnP”.

O aluno Rafael Dimitry avalia que a primeira edição do MUNIS superou todas as expectativas e que participantes que já fizeram várias outras simulações elogiaram o trabalho de pesquisa e a estrutura oferecida pela Universidade. “Eu não imaginava que pessoas que já têm mais de quinze simulações no currículo elogiariam tanto o MUNIS. Estou muito feliz e totalmente surpreendido”, afirma o Secretário-Geral do projeto.

Crédito das fotos: Ariel Dantas, Aluno de Jornalismo UnP