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20 de julho de 2017 13:57

Alunos de Medicina da UnP fazem atendimentos em Alcaçuz

Estudantes do 6º ano dão apoio à equipe de Saúde da Família que atua na penitenciária

Levando mais saúde e qualidade de vida para a Penitenciária de Alcaçuz, alunos do 6º ano de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), integrante da rede Laureate, estão realizando atendimentos diários na unidade. Até maio, o presídio não contava com médico para realizar o atendimento dos detentos. A situação mudou com a presença voluntária dos estudantes que já atuavam na região graças ao convênio firmado pela Instituição de Ensino Superior e a Prefeitura Municipal de Nísia Floresta onde fica localizado o complexo prisional.

Essa parceria já garantia a atuação dos alunos de Medicina na Unidade Mista de Saúde localizada no Centro do município e foi ampliada através de um convite do Poder Municipal para apoiar as ações na unidade prisional que, até então, estavam deficitárias. Atualmente, a cada dois meses, um grupo de cinco alunos realiza voluntariamente os atendimentos de segunda a sexta-feira, sempre pela manhã.

A atividade é coordenada pelo prof. Lionaldo Duarte, tutor do curso de Medicina, e médico do Programa Saúde da Família no município. Além dele, os alunos já contam com o apoio de dois outros médicos, egressos da Universidade, e recém-contratados pelo Município: Tiago Cabral e Mariana Góis. A equipe também inclui dois enfermeiros, um assistente social, uma psicóloga e uma dentista.

O trabalho também vai gerar um Protocolo Estadual de Saúde que será aplicado em todas as penitenciárias potiguares. “Estamos desenvolvendo esse trabalho que está sendo muito importante para o aprendizado de nossos alunos e seu crescimento como futuros profissionais. Sempre procuramos mostrar para eles que não estamos ali atendendo apenados, mas pacientes que estão em restrição de liberdade”, afirma o prof. Lionaldo.

Além da preocupação com a saúde dos detentos, o docente explica que a equipe também tem voltado seu olhar para os agentes penitenciários que, devido ao estresse do trabalho, desenvolvem diversas doenças. “Nosso trabalho foi elogiado pela Ouvidoria Federal de Brasília que esteve em visita ao estado após a crise no sistema prisional. Temos auxiliado o poder público a dar uma maior atenção a esses apenados”.