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4 de Maio de 2018 17:55

Alunos participam de debates reais em primeiro dia de Simulação da ONU

Conhecimentos adquiridos em sala de aula são colocados em prática para alunos de diversos cursos

No primeiro dia da Simulação Model United Nations International Simulation – Munis (em português, Modelo das Nações Unidas) que traz como tema, ONU: Desafios e o Futuro da Instituição, os alunos de Relações Internacionais e outros Cursos da UnP simularam as posturas e opiniões de instituições e países, na discussão de temas recorrentes na Organização das Nações Unidas – ONU. A atividade foi aberta no dia 2 de maio e segue até o dia 5.

A despatologização das identidades transexuais, na Organização Mundial de Saúde (OMS), a crise na Síria e na Somália no Conselho Internacional de Direitos Humanos, a crise em Mianmar no Conselho de Segurança das Nações Unidas e o caso Charle Gandi contra o Reino Unido na Corte Européia de Direitos foram os temas dos debates.

O projeto também proporciona que alunos de outras áreas possam vivenciar esta experiência universitária. “Está sendo uma experiência muito bacana, tanto para os alunos de Relações Internacionais, como de Jornalismo e Direito”, disse a estudante do 5° período de Relações Internacionais, Rosa Moreno.

Na sala de simulação da OMS, a aluna Vitória Júlia, delegada do México, afirmava que o seu país é a favor da despatologização das identidades sexuais (que pessoas transexuais não sejam consideradas doentes). Porém, ela acrescenta que esse debate não consegue chegar a um consenso, principalmente por causa da postura dos países muçulmanos. “Existe uma repulsa ao que não é natural de acordo com a religião deles”, explica. Em oposição, a delegada do Egito, a aluna Camila Beatriz, diz que seu país se posiciona contra, porque apesar de respeitarem as escolhas individuais e não incentivarem a discriminação, a despatologização vai contra tudo que acreditam. “Aceitamos a liberdade, mas jamais toleraremos a libertinagem”, rebateu a delegada.

O caso Charles Gand contra o Reino Unido foi simulado na sala da Corte Europeia de Justiça. Joan Rocha, aluno que participou da simulação, explicou que o caso é sobre um bebê que nasceu com uma doença rara que aparentemente não tem cura, mas que existe um tratamento experimental que os pais gostariam de aplicar ao filho. Porém, em diversas instâncias na Inglaterra, decidiram contra o tratamento e, por isso, como último recurso, os pais tentaram a Corte Europeia de Justiça. O debate é acirrado, de ambos os lados os advogados argumentam, sob os olhares dos juízes simulando o tribunal.

O delegado da França, Guilherme Roessler, explica que a agenda do Conselho de Segurança das Nações Unidas – CSNU aborda os problemas internos que Mianmar sofre, dentre eles uma disputa de poder pós-ditadura que impossibilita que o atual governo democrata chegue a atuar de forma completa, para controlar atos de violência no país sobre parte da população que não é considerada cidadã por causa da sua etnia ou religião. “A França está juntando informações e tentando se localizar na situação”, responde Roessler, quando perguntamos qual a posição do seu país na discussão.

Os debates, no CSNU são em inglês, o que traz a oportunidade aos alunos de praticarem, além dos seus conhecimentos nas relações internacionais, também a língua estrangeira.

No Conselho de Direitos Humanos, os alunos debateram sobre a questão dos refugiados na Síria e na Somália, entre outros assuntos, tais como, a legalidade de armas químicas, o curso do terrorismo nesses países e como as potências mundiais podem interferir nessas questões. A aluna Yasmin Cunha, delegada do Afeganistão, conta que existe no debate o eixo dos países ocidentais e o dos países orientais que divergem nas opiniões principalmente em relação aos ataques norte-americanos e a soberania nacional na Síria, o que torna mais difícil a resolução dos problemas.

O Secretário-Geral da primeira edição do MUNIS, Rafael Dimitry, afirma que o projeto acontece, assim como, foi planejado, desde o ano passado, e a parte acadêmica executada da melhor maneira possível. “A troca de experiências com alunos de outras instituições sempre vem a agregar e traz uma melhor habilidade dos estudantes que estão vendo como se comporta um profissional da área”, completa.

Fotos: Socorro Aragão, aluna de Jornalismo UnP