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10 de abril de 2017 18:52

Aqui para o Bem é tema do primeiro TEDx da Universidade Potiguar

Com o propósito de espalhar ideias que merecem ser compartilhadas, a Universidade Potiguar reuniu pessoas inspiradoras e inovadoras e organizou no dia 8 de abril o TEDxUnP, o primeiro evento do formato em uma instituição da rede Laureate no Brasil e o primeiro do estado do Rio Grande do Norte.

Com o tema “Aqui para o Bem”, o TEDxUnP contou 6 histórias que mostraram como o protagonismo pode mudar o mundo. Diante da plateia de 100 pessoas, a conferência foi transmitida on-line e, em breve, será disponibilizada através do site www.tedxunp.com.br no formato já conhecido mundialmente, com palestras curtas, de no máximo 18 minutos.

O evento foi construído por momentos de emoção e esperança perante ações de pessoas comuns que são capazes de transformar a vida dos outros. A abertura ficou a cargo do médico oftalmologista e inventor Francisco Irochima, que dedicou sua palestra e parte da sua vida aos projetos que desenvolve para o diagnóstico rápido e preciso da doença a qual também se curou, o câncer. Tudo isso através de aplicativos de celular e softwares.

Por anos morador de um dos bairros mais violentos de Natal, o jornalista Flávio Rezende apresentou ao público o projeto Casa do Bem, que tem oferecido aos jovens da área o “despertar das vocações”, iniciado pela própria descoberta do fazer o bem ao próximo como caminho de construção e transformação.

Descortinar o mundo das crianças invisíveis é a missão do advogado Cláudio Medeiros. Membro do Projeto Acalanto, entidade que há mais de 15 anos se dedica para oferecer a esses pequenos cidadãos dignidade e garantia dos direitos básicos, mesmo sob a tutela do estado e aguardando adoção.

Ainda estudante de Medicina surgiu a inquietação de Carolina Damásio sobre a relação médico e paciente no momento do parto. Dela tomou forma o projeto “Arte de Nascer”, que exalta a mulher como protagonista da maternidade. O resultado, de tão positivo, conquistou prêmios internacionais e a chegou até o Mali, país localizado na África Ocidental, onde ampliou os métodos com gestantes adolescentes.

“Quem sou eu para julgar?” foi a pergunta feita à plateia pelo juiz federal Mario Jambo. Em meio à crise penitenciária enfrentada no estado, o magistrado deixou de lado a toga para propor uma nova forma de encarar com humildade a sentença e o ofício, oferecendo penas alternativas, como no caso em que condenou um hacker preso por violar o sistema bancário a ler o clássico da literatura brasileira Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e fazer um resumo escrito à mão da obra. Frente a plateia emocionada, contou que soube que após anos o rapaz havia voltado a estudar e se formado.

O evento foi encerrado com Jussier Ramalho, empresário potiguar que confiou que a dificuldade pode ser o caminho para a possibilidade, detalhando a vida simples ainda na infância até conquistar os sonhos, sempre vencendo através da educação.

Todas as fotos do evento podem ser vistas no www.flickr.com/photos/tedxunp.