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5 de novembro de 2015 17:06

Artigo – A Crise Civilizatória

Ontem pela manhã assisti a uma aula/palestra com a professora Marina Silva, iniciativa da Fundação Dom Cabral (FDC), em Natal.

Marina Silva, além de professora associada da FDC, também possui uma vasta experiência na política nacional, incluindo passagens pelo Senado, pela Câmara de Deputados e por duas candidaturas à presidência do Brasil.

Indiferente às questões de identidade política ou não, sempre estive interessado em escutar argumentos de pessoas que buscam soluções para problemas de nossa sociedade. Marina é uma dessas pessoas que, claramente, acredita na necessidade do debate e que defende uma visão do mundo e suas alternativas de maneira bastante apaixonada.

Para ela, nosso modelo atual de civilização está no limite de seu esgotamento, o que ela classifica como “crise civilizatória”. Tal crise é composta por outras múltiplas crises: econômica, social, ambiental, política, etc.

Em sua análise, Marina aponta como principal motivador da situação atual os próprios ideais de nosso padrão civilizatório, que prioriza o “ter” em detrimento do “ser”.

Por outro lado, Marina enxerga nesse cenário de crise uma interessante oportunidade para o Brasil, que poderia transformar suas vantagens comparativas em verdadeiras vantagens competitivas. Enquanto nação, teríamos os recursos e as capacidades necessárias para modelar o novo padrão civilizatório, que abarcaria um modelo sustentável para nosso mundo e suas futuras gerações.

Apesar de não concordar com todos os aspectos levantados pela ex-candidata, percebi diversos fatores positivos em sua análise e em sua proposta de plano de ação e saí com a certeza de haver agregado mais conhecimento sobre o tema em questão.

E é sobre esse “sentimento” que eu gostaria de focar no tema de hoje: a necessidade que temos, enquanto sociedade, de retomar o rumo do diálogo.

Aprecio iniciativas como a da FDC, pois é exatamente dessa abertura para debates construtivos que nosso país tanto necessita atualmente.

Infelizmente, nosso dia a dia vem trazendo à tona exemplos exatamente contrários a isso. Um excessivo ritual de “perde-perde” e uma busca sórdida de proteções, alianças e conchavos políticos vem diminuindo nossa capacidade crítica e nossa esperança de dias melhores. John Nash estaria orgulhoso de ver como sua teoria dos jogos prova-se verdadeira em nossas terras.

Estamos ainda em tempo de reverter isso e evitar maiores prejuízos à nossa Nação. Perder a esperança e seguir com debates destrutivos é exatamente o que muitos querem. Isso seria a “cortina de fumaça” que pode esconder seus erros e descalabros.

Está na hora de reagirmos e buscarmos soluções para um futuro melhor para todos! “Debater ideais e soluções reais” pode ser um excelente começo nessa guinada construtiva.