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9 de julho de 2015 14:41

Artigo – Aprendizagem Ativa

Diversas notícias vêm demonstrando a incapacidade de melhoria da qualidade dos estudantes brasileiros. Ano após ano, com altos investimentos, ou não, sendo despejados (ou “subtraídos”) na área educacional, os resultados dos estudantes pouco evoluem em termos de qualidade. Isso certamente coloca nosso país em uma grave posição desfavorável, tanto econômica quanto socialmente.

Sabemos muitas das causas disso. Baixos investimentos na qualificação docente, sobretudo na esfera pública, desvios de verbas, ineficiências generalizadas, etc. Enfim, o cenário educacional parece não conseguir desfazer-se das armadilhas criadas em décadas de inabilidades estratégicas e políticas e segue despejando em nossa sociedade alunos de nível médio com baixíssima formação e compreensão de elementos básicos de matemática e português, por exemplo.

Existem, por outro lado, diversos exemplos e iniciativas que remam contra esse cenário desolador. Aqui mesmo em nosso estado vemos o surgimento de casos e soluções inovadoras e bastante inspiradoras. Escolas públicas, como o 4º Centenário, demonstram a possibilidade de termos resultados distintos dos pífios índices médios de nossos estudantes.

Também temos o conhecimento de diversas metodologias que, se aplicadas corretamente em sala de aula, trazem resultados bastante superiores aos atuais. Um bom exemplo é a já clássica e conhecida metodologia de aprendizagem ativa.

Pesquisas recentes demonstram que estratégias pedagógicas baseadas apenas em “leitura e palestras” conseguem reter apenas cerca de 10% a 20% do conteúdo nos alunos.

Por outro lado, aquilo que eu ouço, vejo e discuto impacta em índices de retenção de cerca de 70%. Se, adicional à lista de ações anterior, também nos permitimos “fazer”, o índice de retenção sobe a cerca de 90%!

É por isso que a adoção em sala de aula de exemplos reais, a discussão de casos práticos, as dinâmicas de grupo e muitas outras formas de interação prática do conhecimento com os alunos resultam em uma aprendizagem muito mais efetiva.

Isso não significa que as aulas expositivas devam ser abolidas, mas apenas que a metodologia ativa deva ser o centro da aprendizagem.

Porém, para que os alunos sejam ativos nesse processo, caberá ao professor ter em mente que a formação desses alunos passará a ser baseada em competências. Isso significa que, cada curso ministrado deverá levar o aluno a desenvolver Conhecimentos, Habilidades e Atitudes necessários a torná-lo competente em fazer algo.

Enfim, é certo que ainda viveremos com resultados médios de nosso sistema educacional muito abaixo daqueles que necessitamos como sociedade, porém, a busca e a implementação de melhorias já existentes e testadas deve ser uma prioridade de todos em prol de nosso desenvolvimento econômico e social.