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9 de Abril de 2015 16:18

Artigo – Bernardinho

Semana passada tivemos o privilégio de receber na UnP Bernardinho, provavelmente o melhor treinador de voleibol de todos os tempos. E o que a presença dele teria a ver com Educação e Ensino?

Primeiro, Bernardinho tem plena consciência da importância do trabalho social como alicerce da construção de uma sociedade melhor. Sua vinda à Natal foi motivada pelo seu projeto (Instituto Compartilhar), que conta com as parceiras da UnP, do CEI Romualdo e do Vôlei Club Natal, promovendo a união de educação e esporte como combustível para melhorar o desempenho acadêmico e social de cerca de 200 crianças de nossa região.

Segundo, Bernardinho é obcecado por determinação e resultado. Para ele, talento é apenas um componente para alcançar-se o sucesso que sem a presença de uma grande dose de perseverança e comprometimento não levaria a lugar nenhum. Exatamente como o estudo, onde a vontade contínua, o esforço e a tenacidade são as peças básicas para o êxito.

Por último, nosso estimado recordista em títulos tampouco acredita que o sucesso passado garanta a vitória futura. Assim como no estudo, ele mesmo enfatiza que “um dez na prova de ontem não garante em nada a nota da prova seguinte”. A busca pelo aperfeiçoamento constante é a verdadeira chave para alcançar seus objetivos.

Todos esses pontos mencionados anteriormente são comunicados por ele de uma maneira vibrante e motivadora, que acabou por cativar a plateia de alunos e professores presentes. Porém, ainda mais interessante foi perceber, em uma conversa informal, que Bernardinho “pratica o que fala”. Enquanto esperávamos pela hora de sua palestra, descobri, para minha surpresa, que Bernardinho, além de técnico vitorioso e recordista em títulos, também é formado em Economia.

Durante os anos oitenta, quando ainda atuava como jogador profissional na seleção de voleibol do Brasil, Bernardinho cursou Ciências Econômicas na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, considerada uma das melhores e mais exigentes do Brasil.

Perguntei como ele dividia seu tempo entre treinos, torneios internacionais e estudos. Em sua natural maneira “agitada” de falar, ele mostrou muita naturalidade ao comentar a dificuldade que era conciliar essas atividades, mas que, sua fé inquebrável no valor do esforço lhe ajudava a estudar e a ser um jogador profissional ao mesmo tempo. Para finalizar arrematou, com uma deliciosa simplicidade: “e olha que, ainda por cima, eu me formei no mesmo ano que joguei as Olimpíadas de Los Angeles”.

Sendo assim, não posso deixar então de afirmar que Bernardinho não é apenas um excelente técnico, mas também um grande exemplo para ser seguido por nossos jovens!