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18 de dezembro de 2014 14:48

Artigo – Censo da Educação Superior 2013

O Ministério da Educação (MEC) divulgou em novembro o Censo da Educação Superior para o ano de 2013. Trata-se de um material riquíssimo para entender a situação cor-rente do setor e atentar para os riscos e oportunidades atuais. Na coluna de hoje, tentarei resumir alguns dos principais resultados do Censo:

1) Números gerais: apesar do número total de alunos matriculados (7,3 milhões) ser quase o dobro daquele existente em 2003 (3,9 milhões), esse efetivo ainda representa apenas uma pequena parcela da população brasileira. Por exemplo, isso significa que apenas 15% dos jovens entre 18 e 24 anos estão matriculados em cursos de graduação.

2) Risco na oferta de mão de obra qualificada: pela primeira vez, nos últimos dez anos, caiu o número de concluintes em cursos de graduação (6% abaixo de 2012). Isso significa que entre 2012 e 2013 cerca de 60 mil novos profissionais deixaram de se formar. Algo alarmante para um país carente de mão de obra qualificada.

3) Diminuição nas taxas de crescimento: o total de alunos matriculados vem crescendo a taxas mais baixas nos últimos anos. Entre 2010 e 2011 crescemos 5,6%. Em 2012, tivemos uma expansão de 4,4% contra o ano anterior e agora, em 2013, conseguimos crescer apenas 3,8% frente ao ano de 2012.

4) Avanço dos cursos a distância: em 2013 existiam 1,2 milhões de alunos matriculados nessa modalidade. Apesar de representar um gigantesco salto frente ao contingente de apenas 50 mil alunos matriculados nessa mesma modalidade em 2003, o ritmo de crescimento também está desacelerando. Entre 2012 e 2013 o crescimento desse segmento foi de apenas 3,6%.

5) Domínio das instituições privadas: em 2013, cerca de 74% dos alunos estavam matriculados na rede privada. Além disso, apenas 19% dos ingressantes nesse mesmo ano foram absorvidos pelas instituições públicas.

6) Avanço dos tecnólogos: destaque positivo para esse segmento, que cresceu 5,4% no total de matriculados entre 2012 e 2013 e que já representa 14% do total de alunos no Ensino Superior.

Entre as diversas conclusões que podemos inferir desses números, cabe destacar a clara necessidade de retomar um maior ritmo no crescimento das matrículas no Ensino Superior brasileiro. Nosso crescimento social e econômico depende da geração de profissionais qualificados e, comparado aos países desenvolvidos, ainda temos um longo caminho a percorrer. Sendo assim, melhorar o Ensino Médio, diminuir a evasão do Ensino Superior, melhorar a qualidade dos cursos e torná-los ainda mais adequados às nossas demandas sociais e eco-nômicas são apenas alguns dos inúmeros desafios que teremos que encarar e vencer nos próximos anos.