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11 de setembro de 2014 12:19

Artigo – “E-labora: da teoria à prática…na visão dos alunos” (Parte 2)

Participar de uma pesquisa como caminho para ampliar as possibilidades de carreira profissional e também para oferecer soluções a problemas reais de empresas e sociedade. Esse é um pensamento comum aos alunos dos quais falaremos hoje.

Lenilson Soares está no 9° período do curso de Engenharia Civil e é bolsista do projeto que avalia a resistência dos materiais utilizados em blocos de concreto e argamassa, em um empreendimento habitacional de Natal. Ele sabe que é enorme o impacto social desse tipo de estudo que analisa se os materiais estão compatíveis com as normas brasileiras. “A tendência é que as construtoras cada vez mais tenham que provar ao consumidor que a sua edificação está realmente atendendo à norma de desempenho, senão certamente perderão mercado.”

O aluno Hugo Diniz, do 8º período de Engenharia Civil, enxerga outro impacto no projeto do qual é bolsista. Trata-se de um sistema de decantação e filtragem da água de lavagem das betoneiras, tornando o líquido apto para reuso dentro do canteiro de obras. “Um dos principais beneficiados desse projeto é o meio ambiente, pois o resíduo da lavagem contém muitos compostos que são prejudiciais, se jogados diretamente ao solo”, detalha Hugo. Ele destaca também a visibilidade propiciada pelas pesquisas do e-Labora, com seus links com o mercado.

A chance de intervir na realidade, propondo mudanças que irão favorecer parcelas da população, é algo que atrai esses alunos-pesquisadores. “A ideia de buscar respostas para um problema para o qual ainda não há soluções é altamente desafiador e estimulante”, diz Lenilson. Essa rotina da pesquisa também é um combustível para Wanderson Paulino Confessor, que está no 10º e último semestre do curso Engenharia da Computação. “Nós deixamos de ser apenas espectadores e passamos a colocar em prática o conhecimento adquirido, o que faz muita diferença no aprendizado.”

A Ponte Móvel Dosadora, como ele detalha, permitirá às empresas reduzir o esforço físico dos funcionários e suas exposições aos produtos químicos, além de permitir adequação às normas ergométricas e dar maior precisão à produção no estágio de fabricação em que será aplicado. O equipamento poderá ser utilizado em um grande número de indústrias químicas, petroquímicas e de alimentação.

Hugo e Lenilson pretendem emendar o curso com o mestrado na área para firmarem-se como pesquisadores e futuros professores. A pesquisa, dizem eles, dá suporte para participarem de congressos científicos, aspecto que atrai muito Wanderson. Mas, ao contrário dos dois colegas, ele tem o olho no mercado. “Em termos profissionais o contato com funcionários e gestores de empresas amplia a minha relação com o mercado de trabalho e inclui referências valiosas em meu currículo.”