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31 de julho de 2014 15:40

Artigo – Falando com a Nova Geração

Em 2008 e 2012, Barack Obama adotou uma inovadora fórmula de comunicação em sua campanha. Através das redes sociais, ele conseguiu conectar-se aos jovens eleitores americanos e criou um elo que foi fundamental para sua vitória. Por detrás disso estava uma agência de marketing e comunicação cha-mada SS+K, cuja especialidade é algo conhecido como “enga-jamento social criativo”.

No último mês de maio, em uma reunião da Laureate em Washington, tive o prazer de ir a uma palestra de Kevin Skobac, o “cérebro” da SS+K.

De uma forma bastante pragmática e assertiva, ele nos deu cinco dicas para melhorar a comunicação com os jovens de hoje:

1º) Fale a língua deles; 2º) Dê a eles o poder nos termos deles; 3º) Faça-os parte da solução; 4º) Encontre novas formas de transmitir valor; 5º) Esteja sempre experimentando.

Como presidente da maior Universidade privada do Nordeste e vivendo cercado de jovens estudantes, fiéis expoentes dessa nova geração, considerei tais dicas extremamente úteis.

Ficou ainda mais claro para mim que, buscar entender seu “idioma” e utilizar novos canais de comunicação são peças fundamentais para transmitir eficientemente as mensagens no processo de aprendizagem universitária.

Isto não significa que o atual idioma da internet deva prevalecer em todas as situações, mas sim que devemos nos adaptar para transmitir nossos ensina-mentos aos jovens.

Adicionalmente, Kevin demonstrou que antigas estruturas hierárquicas já não fazem mais tanto sentido para jovens que vivem e admiram a pró-atividade, o compartilhamento e a inovação.

Nossa educação deve tentar tirar proveito desses atributos, incluindo a alta ansiedade inerente dessa geração de “respostas instantâneas e em tempo real”.
Cabe a nós buscar o processo de ensinamento adequado à essa nova realidade, sabendo que estamos lidando com pessoas ávidas por trabalhos em equipe e que desejam contínuas avaliações de performance e feedback.

Por último, e talvez ainda mais importante, é saber que esta mesma geração aceita a experimentação de uma maneira muito mais natural que seus predecessores. Isso certamente enriquece a possibilidade de testarmos novas metodologias de ensino, melhorando-as continuamente e conjuntamente com eles.

Enfim, assim como o presidente Obama conseguiu “acertar o tom” e criou um ambiente construtivo de debate com seus jovens eleitores, acredito que temos em nossa frente uma fan-tástica oportunidade muito similar: podemos reconstruir e aprimorar juntos com essa nova geração a forma que ensinamos e aprendemos.