Acessibilidade

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29 de outubro de 2015 14:04

Artigo – Formação para inclusão

Pensar em inclusão sempre nos leva a imaginar o cenário da acessibilidade e de como tornar a vida do deficiente mais próxima da realidade daqueles que não possuem limitações. Porém, há algo que vai muito além disso. Vamos tomar o exemplo dos surdos.

Como levar educação, nos mais diversos níveis, para essas pessoas? Todos nós sabemos nos comunicar através da Língua Brasileira de Sinais (Libras)? Os professores estão preparados para dar aulas utilizando Libras? E esses professores, como se qualificam e de que forma podem contribuir para a educação dessas pessoas?

No Brasil há cerca de 9 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência auditiva. Grande parte desse montante sofre com surdez severa, o que faz da comunicação em Libras a única forma de aprender ou se expressar. Se pensarmos que essa parcela da população frequenta escolas e que há muito a fazer para que eles tenham qualidade de ensino, podemos estender esse pensamento para as grandes oportunidades de emprego que podem ser geradas a partir daí. Aqui posso citar, além do intérprete de Libras, o professor com domínio dessa linguagem.

Atualmente, é comum vermos editais de contratação ou concursos públicos em instituições educacionais que oferecem vagas para professores com essa habilidade. E os salários são tentadores. A educação é algo amplo e diversificado, portanto, quanto mais especializado e capacitado for o docente, mais oportunidades surgirão e maior valor ele terá enquanto profissional.

Hoje já é possível obter essa formação, seja em nível de extensão, curso superior ou através de uma pós-graduação. Portanto, os profissionais educadores devem estar atentos sobre o quanto a educação inclusiva pode ser algo que revela grandes oportunidades.

O docente com esse diferencial não só está contribuindo para uma formação mais digna e completa aos deficientes auditivos, mas leva consigo também a satisfação de contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva.

Algumas instituições de porte em nosso estado, como a UFRN e a UnP, possuem cursos de formação em Libras com o objetivo de “preparar os educadores, servidores públicos, assistentes sociais, familiares e demais interessados para a tarefa de transpor, por meio da comunicação, as barreiras que se erguem entre o universo dos ouvintes e o dos surdos, capacitando-os para o uso da Libras no processo de ensino-aprendizagem”.

As diferenças existem, mas é preciso respeitar e saber conviver. Com informação e educação, as pessoas buscam fazer algo por uma sociedade melhor e por um mundo mais inclusivo. E você, já pensou sobre o que pode fazer para mudar o seu mundo e dos outros?