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17 de setembro de 2015 18:36

Artigo – Liderança através do Exemplo

Crises são fatos inevitáveis e a humanidade presencia, desde sempre, diversos momentos de instabilidade. Guerras, secas, depressões econômicas. Enfim, são inúmeros os fatores que desencadeiam perturbações no bem-estar geral de uma sociedade, levando seus membros a um estado de sofrimento e depressão.

Porém, ao lado de todas as crises, também coexiste nosso espírito de luta e resiliência. Sendo assim, talvez, a pergunta correta seja “o que fazer para superar mais eficientemente as crises?” Felizmente a “resposta” está em algo simples e presente em cada um de nós: a liderança eficaz.

Liderar em tempos de crise não é fácil e exige o domínio de algumas habilidades críticas para quebrar a tendência negativa do momento. Resiliência, visão de longo-prazo e espírito motivacional são apenas algumas delas.

Porém, hoje prefiro me ater a algo ainda mais básico, que normalmente cada um de nós aprende ainda quando criança e que, aparentemente, é o que vem sendo persistentemente esquecido por alguns de nossos governantes nos tempos atuais.

Vamos a um exemplo prático e real: quando eu ainda era um rapazote de cerca de 10 anos, minha família passou por uma forte crise financeira, muito comum para a classe média brasileira nos anos 80. Com meu pai desempregado e com a inflação galopante do período, fomos obrigados a nos adaptar rapidamente à nova realidade de uma queda vertiginosa em nosso “orçamento”. Como meus pais nos lideraram nesse penoso processo? De uma forma simples e intuitiva eles separaram nossos gastos em “essenciais” e “supérfluos”; e começaram nosso período de “ajustes” exatamente pelas despesas que não impactariam no futuro da família. E foi assim que, gradualmente, passeios, roupas, presentes de aniversário e demais itens foram sendo suprimidos pouco a pouco de nossa vida. Tudo isso para focar os recursos escassos na educação dos filhos e na alimentação básica de todos. Nossa crise durou cerca de 18 meses, até meu pai conseguir um novo emprego. Porém, saímos fortalecidos dela, dando, cada um de nós, um valor ainda maior para a educação.

O que esse exemplo simples e corriqueiro representa? Vemos aqui duas lições básicas, que deveriam ser seguidas por qualquer líder, caso queira uma real aderência e suporte da população:

1) Busque eficiência cortando primeiramente somente aquilo que não é essencial para o futuro da sociedade;

2) Seja um exemplo! O líder deve demonstrar que ele também está sujeito aos sacrifícios e que será o primeiro a cortar tudo aquilo que não é primordial. Claro que meus pais sabiam que o corte em seus “luxos” não seria suficiente para cobrir nosso “déficit orçamentário”, mas, ao mesmo tempo, eles sabiam o valor do “exemplo do líder” e não se abstiveram de cortar tudo o que podiam antes de pedir mais sacrifícios aos seus filhos.

Solicitar apoio às medidas amargas não é errado. Talvez o erro resida em não conseguir a confiança de que todos estejam realmente dispostos ao mesmo grau de sacrifício para sairmos mais fortes desse momento… afinal de contas, fazer sua parte antes de pedir mais ao outro é o modo correto de liderar por exemplo!