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30 de outubro de 2014 08:10

Artigo – Novo Ciclo

Depois do fim das eleições mais disputadas do nosso recente período democrático, temos agora o começo de um novo ciclo de Governos. Recém-eleitos governantes nas esferas presidencial e estadual iniciam a articulação de seus planos e projetos. Cabe hoje a nós, população, vigiar e cobrar a efetiva implementação de suas promessas de campanha.

Em relação ao nosso cenário educacional, os próximos quatro anos serão decisivos. Estamos vivendo um ponto crucial no quesito qualitativo. Ou começamos a mudar a performance e qualidade do nosso ensino, ou estaremos fadados a um futuro de baixo crescimento e desenvolvimento da nossa sociedade.

Durante o próximo mandato, teremos a implementação da nova etapa do PNE (Plano Nacional de Educação), o debate sobre o uso dos recursos do pré-sal, a solidificação ou não de um modelo de ensino técnico-profissionalizante, etc, etc, etc. Enfim, serão anos com muitas tarefas árduas a serem debatidas, decididas e implementadas. Faremos tudo corretamente? Teremos êxito em tudo isso? O risco é alto, mas a recompensa em caso de sucesso é ainda maior.

Porém, o que eu gostaria de destacar no rol de prioridades para os próximos quatro anos vai além da consolidação de iniciativas já elaboradas e/ou em fase de implementação, como o Pronatec, por exemplo. No meu entendimento, o próximo período será crucial para definir o que realmente seremos e queremos com a educação básica de nosso país.

O foco das ações federais nos últimos períodos foi o de incrementar o acesso ao Ensino Superior e, nos últimos anos, também ao Ensino Técnico. Mesmo considerando-se as taxas de evasão, é inegável atestar o significativo incremento de estudantes nessas áreas. Isso certamente tem seu valor e não deve ser freado e jamais desvalorizado.

Porém, é também inquestionável a baixa evolução qualitativa de nosso Ensino Básico. Como uma sociedade, chegamos ao momento de debruçar-nos sobre esse tema. Sem uma base sólida, torna-se difícil subir o nível de nossa qualificação profissional. Estudantes irão certamente aproveitar muito mais os Ensinos Técnico e Superior se chegarem a essas instituições com uma formação melhor, isso é fato. E, assim, teremos melhores profissionais e muito mais valor será gerado para nosso país.

Entendo que exista todo o dilema sobre a responsabilidade das esferas governamentais (federal, estadual e municipal) na problemática dos Ensinos Básico e Fundamental. Existem centenas de outros problemas também. Não obstante, se não solucionarmos tais questões, ficaremos para sempre prisioneiros e reféns de nossa própria baixa qualificação. E, para isso, devemos todos estar unidos. Por isso, a partir de hoje, cobrar e participar desse debate é missão de cada cidadão, seja ele da oposição ou da situação.