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16 de outubro de 2014 08:10

Artigo – Pensamento de Vanguarda

Já li centenas de artigos e comentários sobre o futuro da educação. Em muitos deles percebo o temor do potencial impacto devastador da tecnologia e das redes sociais sobre o modelo pedagógico corrente. São comuns descrições de um mundo com pouca relevância do papel do professor, baixa interação com alunos e diminuição do valor do ensino tradicional. Enfim, um cenário nada alentador para os educadores do presente.

Porém, existe também a visão de um cenário mais brando e, por assim dizer, muito mais criativo e interativo. Nesse aspecto, a tecnologia seria, na verdade, um conector a mais entre professor e alunos.

Na edição de domingo do jornal O Estado de São Paulo havia uma página inteira dedicada a esse debate. E, no final dessa página, uma pequena resenha assinada pelo competente Professor Newton Campos. Devo admitir que fiquei bastante impressionado pelas palavras dele, que em apenas dois parágrafos expôs sua própria visão do futuro da educação.

Professor Newton, que dá ao título de seu artigo um certo ar “catastrófico” (O fim das escolas como conhecemos), demonstra uma surpreendente visão positiva do potencial desse novo mundo.

Ao invés de ver a tecnologia e as redes sociais como detratoras da educação, ele enxerga o enorme potencial de interação que passará a existir entre alunos e professores, rompendo as atuais amarras físicas da classe de aula tradicional. Comentando a capacidade dos jovens de levarem parte importante de suas vidas em seus bolsos, me cativou ao concluir, de maneira quase poética, que será “emocionante acompanhar a chegada do professor nesta lista”. Tal lista em questão contempla todas as pessoas que se relacionam com os jovens através de suas redes sociais. Dessa forma, Prof. Newton entende a tecnologia não como algo que irá isolar o jovem de seu mestre, mas sim como um instrumento que pode aproximá-los.

Para finalizar, ele também antevê uma mudança drástica no papel do professor, gerada sobretudo pela avalanche de informações e pela “liberação física” causada pelas novas tecnologias. Aqui, mais uma vez, compartilho sua visão de “copo meio cheio”. Nas próprias palavras do Prof. Newton, “O professor deixará de ser o antigo agenciador de informações para assumir um papel ainda mais nobre: o de se tornar um mentor responsável por dar sentido à sobrecarga de informações”.

Na semana que comemoramos o Dia do Professor, utilizo as conclusões do estimado Prof. Newton para dizer que a valiosa missão de educar, será ainda mais enobrecida nesse futuro tecnológico que temos pela frente.

Parabéns, Professores!