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17 de outubro de 2019 12:11

Atleta paraolímpica do RN já acumula 51 medalhas no atletismo

Com apenas 22 anos, Thalita Simplício divide o tempo de treino com os estudos no Curso de Fisioterapia da UnP


Com quantas vitórias se realiza um sonho? Talvez, a medida de cada um seja diferente, mas para a potiguar Thalita Vitória Simplício da Silva, as 51 medalhas que ela já alcançou em competições de atletismo – com apenas 22 anos – são um bom número para ensinar que as dificuldades não importam quando você acredita em si.

Mais uma vez, a atleta paraolímpica (que possui glaucoma congênito) foi destaque recente nos Jogos Parapan-Americanos de 2019, realizados em Lima (Peru) no final de agosto. Em sua segunda participação na competição, ela trouxe para o Brasil duas medalhas de prata para juntar à coleção iniciada em 2013, quando foi ouro triplo no Parapan de Jovens.

Esporte
Até os 12 anos, Thalita possuía baixa visão, mas com o avanço do glaucoma ela ficou completamente cega desde a adolescência. No entanto, a deficiência nunca a impediu de realizar atividades físicas. Praticou karatê, natação e, dos 8 aos 16 anos, fazia balé (uma de suas paixões) como parte do corpo da Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão, em Natal.

Foi nesse mesmo período que ela conheceu o Atletismo e se apaixonou também pela corrida de velocidade nas categorias 100, 200 e 400 metros. Através de um projeto do Comitê Paraolímpico, em 2012, ela foi identificada no Instituto dos Cegos pelo seu atual treinador, Felipe Veloso.

Porém, a dedicação precisava ser concentrada em apenas uma atividade e Thalita recebeu o incentivo para o Atletismo de quem menos esperava: a professora de balé Solange Gameiro. Atualmente, ela treina seis dias por semana e já participou – de 2013 a 2019 – de aproximadamente 10 competições ao redor do mundo.

Estudo
Além do esporte, Thalita encontrou na área de Saúde outro desafio. Atualmente, ela estuda na 6ª série do Curso de Fisioterapia da UnP e sonha em trabalhar com reabilitação e neurologia. Conta que o apoio dos amigos e professores fazem com que ela não perceba dificuldades e deixa um recado: “as pessoas nunca devem desistir dos seus sonhos”, afirma.

Além dos treinos, na UnP, ela também convive com o treinador: Felipe Veloso é docente do Curso de Educação Física e ministra as disciplinas de “Tendências do Esporte”, “Esporte Adaptado” e “Atletismo”.