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13 de setembro de 2012 16:41

Campus Symposium 2012 é transmitida aos alunos da UnP

Durante a palestra ocorrida nesta quinta-feira, 13, transmitida diretamente do evento Campus Symposium 2012, na Alemanha, para a UnP,  a ex-secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice e o ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert, falaram sobre a crise envolvendo os EUA e países do Oriente Médio e endureceram o tom contra o Irã.

Segundo a Condoleezza, eventos como os ataques de 11 de setembro e a crise econômica de 2008 mudaram a concepção de segurança nos EUA, fazendo com que o país adotasse medidas mais rígidas para manter sua estabilidade. O recente ataque à embaixada dos EUA na Líbia, bem como a crise no Egito e em outros países árabes também foram discutidos.

Rice foi enfática em alertar o risco que países como o Irã, que desenvolve um polêmico programa nuclear, representa para o mundo. “O Irã é o país mais perigoso do mundo. Tem armas de destruição massiva. Esse problema precisa ser resolvido”, alertou a Condoleezaa. O 31° primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, também endureceu o tom contra o Irã, citando o fato de o país afirmar explicitamente seu desejo de destruir o Estado de Israel. “Isso é algo que os membros das Nações Unidas devem levar a sério. É uma ameaça contra nossos vizinhos, contra todos os países da Eupora e do mundo”.

Rice e Olmert responderam à perguntas, como a se eles, diante da crise, adotariam a intervenção militar. Se referindo ao Irã, eles responderam que seria a última opção, algo que parece ser, nesse caso, a única possível diante dos ataques iranianos. “O Irã é uma potência militar que pode afetar o mundo inteiro. A gente já chegou à última opção e estou seguro de que o presidente Obama vai concordar comigo”, confirmou Olmert, com a aprovação da Condoleezza, que reiterou o perigo da “estrutura nuclear subterrânea e do enriquecimento de urânio” no Irã. 

Estudantes que assistiram aos discursos opinaram sobre o evento. Para o estudante de Relações Internacionais Jônatas Amorim “a palestra foi produtiva por proporcionar um maior entendimento do cenário político atual e dos conflitos envolvendo Oriente Médio e EUA, no qual os EUA e Israel se esforçam para tentar achar uma solução.” Para Dário Leitão, também estudante de Relações Internacionais, “Condoleezza manteve as mesmas idéias de 2001, na qual acreditava em uma intervenção militar com a mesma desculpa de ameaças de destruição em massa. Mas na minha opinião o diálogo ainda é a melhor saída”.

 

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