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12 de Fevereiro de 2015 19:05

Como entregar conhecimento de maneira eficiente utilizando tecnologia?

Durante os dias 21, 22 e 23/1/2015 tive a oportunidade de representar a UnP e a Laureate na maior feira de tecnologia educacional do mundo em sua 31º edição. A Bett2015 reuniu, no Centro de Convenções de Londres, educadores e provedores de tecnologia de todo o mundo, discutindo, aprendendo e colaborando em seminários, estudos de casos, palestras, entre outros eventos e atividades, além de centenas de expositores e seus produtos fantásticos. 

Não foi minha primeira participação no evento e, ao contrário da primeira vez, em que minha atenção estava toda voltada para entender os detalhes do funcionamento de todos os equipamentos e traquitanas tecnológicas, busquei mergulhar um pouco mais fundo no universo acadêmico, de forma a entender quais são os principais “calos” e onde a tecnologia pode ajudar. Mais uma vez no centro da discussão estava a pergunta: “Como entregar conhecimento de maneira eficiente utilizando tecnologia?” O que percebi nesses dias é que ninguém, de fato, tem a resposta. Existem várias tecnologias que fazem parte da vida dos estudantes e professores, mas ainda são pouco exploradas no contexto acadêmico e algumas instituições já colhem frutos interessantes a partir de iniciativas inovadoras, mesmo que se apropriando de tecnologias existentes. Em minhas andanças na Feira me deparei com cases de instituições que implementaram um portfólio de canais digitais com banco de áudio, vídeo e imagens gerados pelo próprio corpo docente com captura, revisão, edição, aprovação e publicação; outras experiências utilizando redes sociais (facebook, twitter, etc) que também se mostraram eficientes principal-mente por proporcionar colaboração, engajamento e o aprendizado 24 x 7; e os apps mostrando seu potencial em iniciativas que utilizam conceitos de gameficação e certa inteligência com poder de fogo para endereçar desde um simples nivelamento até melhorar o desempenho no ENADE.

Apesar da roda não ter sido inventada em nenhum dos casos citados, a utilização de tecnologia de forma ordenada, planejada e padronizada no ambiente acadêmico em alguns cenários é sim a invenção da roda. O grande ponto de destaque das inciativas é que no centro de todas, as que descrevi e que não descrevi, sempre existe um grupo forte de pessoas pensando, apoiando, padronizando, colaborando e, principalmente, capacitando. O bom uso de qualquer ferramenta, tecnológica ou não, passa invariavelmente por capacitação, e quem quiser surfar nessa onda como Medina deverá investir pesado em planejamento, padronização, treinamento e, então, consumir as tecnologias existentes para entregar conhecimento com diferencial.
Adriano Honorato
Diretor de Tecnologia da UnP
Artigo publicado na coluna Plural do Novo Jornal.