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8 de junho de 2011 10:01

Entrevista com o professor Oscar Gabriel

Entrevista: Professor Oscar Gabriel Filho

O professor Oscar Gabriel é um profissional com rica experiência na dimensão mais prática da Engenharia; antes de chegar à Universidade Potiguar, há aproximadamente 15 anos, trabalhou em diversas empresas do pólo de petróleo de gás. Na Petrobrás, atuou como engenheiro por 18 anos, chegando a alcançar a gerência na área de dutos e terminais. Em 1994 decidiu-se pelo mestrado e doutorado e pôde aliar sua prática à teoria. Hoje, ele coordena o Mestrado Profissional em Engenharia de Petróleo e Gás na UnP e conversa com os leitores do UnP EM FOCO a respeito.

 

UnP EM FOCO: Professor, o que significa dizer que esse é um mestrado profissional?

Professor Oscar: -“Essa é a característica principal do nosso mestrado, o fato dele ser profissional. Existem dois tipos de mestrado: este e o acadêmico. As prerrogativas para um ou outro são as mesmas, os direitos são os mesmos. A diferença básica é que no mestrado acadêmico, a dissertação pode ser científica, de caráter genérico, sem a necessidade de uma aplicação imediata. No caso do mestrado profissional, a dissertação tem que propor uma solução para um problema real da indústria, visando sua aplicação imediata.”

UnP EM FOCO: Mas não é uma oportunidade exclusiva para profissionais, não é?

Professor Oscar: -“É importante saber que ter experiência profissional não é critério de classificação para esse mestrado. É claro que se o aluno tiver, isso será importante, porque estaremos tratando de propor soluções para problemas reais da indústria, dentro de um ambiente acadêmico. Mas para aquele que ainda não é profissional, não existe nenhum problema. De qualquer modo, será excelente, porque estaremos formando especialistas com uma visão real dos problemas que dificultam a atividade petrolífera não só no Brasil, mas no mundo.”

UnP EM FOCO: O Mestrado Profissional é uma novidade para a área de Engenharia e Petróleo?

Professor Oscar: -“O Mestrado Profissional em Engenharia de Petróleo e Gás que estará sendo oferecido pela Universidade Potiguar é o primeiro nesta modalidade, no Brasil. Aqui no Estado, nós temos a UFRN com um Mestrado em Engenharia de Petróleo, mas no nível acadêmico. O nosso também é acadêmico, afinal, a Ciência está em tudo; mas nós temos como diferencial a visão de aplicação, do mercado, visão prática.”

UnP EM FOCO
: Certamente,  essa é mais uma oportunidade de oferecer um ensino de excelência.

Professor Oscar: -“É o nosso compromisso. Nosso quadro de professores é formado por doutores, mestres e profissionais que, inclusive, tem ampla experiência no mercado de petróleo e gás, como é o meu caso. As disciplinas, que estão muito bem elaboradas e o corpo docente bem constituído irão garantir aos nossos alunos, a melhor formação para quem deseja se dedicar de uma maneira eficiente nas atividades envolvendo petróleo e gás.”

UnP EM FOCO: E as perspectivas de mercado de trabalho nesta área, como estão?

Professor Oscar: -“São as melhores possíveis; basta ver como é dinâmico o cenário atual, com seus desafios a superar e as inovações que virão com o pré-sal. É um equívoco pensar que essa é uma realidade promissora apenas para o Sudeste, a Bacia de Campos ou a Bacia de Santos; porque o petróleo do pré-sal, ou a maioria dele, deverá ser processado nas refinarias do Ceará e do Maranhão, que são do tipo Premium, destinadas a produzir combustíveis de alta qualidade. Isso vai gerar mais emprego, especialmente para os engenheiros, porque estarão voltados para a atividade-fim das refinarias, que é o processamento, e também, fortalecer nossa tecnologia.”

UnP EM FOCO: As refinarias, então, estão trazendo novas possibilidades para a área.

Professor Oscar: -“Só para lembrar, a Refinaria Clara Camarão, em Guamaré (RN), já está na terceira fase de sua implantação e as obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, também já estão em andamento. Além disso, já começam a sair do papel, na nossa região, as refinarias do Ceará e do Maranhão. Essa última, aliás, será a maior do Brasil, devendo ultrapassar o dobro da produção da maior refinaria do país hoje, que está em Paulínia, São Paulo. Então, diante disso, como você as perspectivas para o mercado de trabalho?” – Com essa pergunta, o professor Oscar encerra sua entrevista e a equipe UnP EM FOCO repassa a pergunta para vocês, leitores: E aí, o que vocês planejam para os próximos anos?

As inscrições para o Mestrado Profissional em Engenharia de Petróleo e Gás prosseguem até o dia 11 de junho. Não deixe passar essa oportunidade, saiba todos os detalhes no site www.unp.br.