Acessibilidade
4 de junho de 2012 09:33

Entrevista com o velocista Diego Cavalcanti

Com apoio da UnP, velocista avança “conquistando o que poucos conquistaram” 

Diego Cavalcanti. Você já deve ter ouvido esse nome, já que constantemente, a mídia esportiva local noticia as conquistas do velocista, que hoje é destaque até mesmo nacionalmente quando o assunto são os melhores desempenhos no Atletismo, a modalidade esportiva na qual Diego está se fortalecendo como referência. A UnP apoia o atleta norte-rio-grandense, oferecendo patrocínio para seu treinamento e participação em competições, valorizando o seu esforço e o desenvolvimento do esporte potiguar. A reportagem do UnP EM FOCO conversou com Diego para saber mais da sua carreira, conquistas e sonhos.

UnP EM FOCO: Como o Atletismo surgiu na sua vida e quais as principais dificuldades nesta modalidade?

Diego Cavalcanti: Tudo começou através das atividades físicas realizadas na Escola Estadual Santos Dumont, em 2004, quando o meu Professor, Nilton Baraúnas, introduziu o Atletismo aos alunos naquela época; e apesar da dores sempre acompanharem o treino dos atletas que realmente se dedicam, a maior dificuldade que se pode enfrentar é a falta de auxílio de empresas, do governo, do município, daqueles que veem o esporte apenas quando os bons resultados já estão prontos.

UnP EM FOCO: Na sua trajetória de sucessivas conquistas, o que você destacaria?

Diego Cavalcanti: Em primeiro lugar, o fato de eu ter ficado na 3ª colocação nos 100 metros do Pan-Americano Juvenil de 2009, na cidade de Porto f Spain – Trinidad e Tobago. Essa marca é hoje o recorde brasileiro juvenil, sendo muito importante para mim e para o meu treinador. Depois vieram os Grandes Prêmios aqui no Brasil, nas seguintes categorias e classificações: Belém, 3ª posição nos 200m e 4ª nos 1000m; Fortaleza, 2º lugar nos 200m e 3º lugar nos 100m; Uberlândia, 1º lugar nos 200m e 2º lugar nos 100m; São Paulo, 4º lugar nos 100m e 1º lugar no 4x100m; Rio de Janeiro, 5º lugar nos 100m e 1º lugar no 4x100m.

UnP EM FOCO: Suas conquistas estão tornando seu nome conhecido. O Globo Esporte, por exemplo, mencionou você como o “Rei da Curva”. Qual é a sensação?

Diego Cavalcanti: Eu não sou tão conhecido assim (risos). Mas, me sinto orgulhoso em representar o lugar onde moro, Parnamirim e por ver meus amigos, minha família e meu treinador muito felizes por me ver competindo, não importando se eu ganho ou não, mas por saber que busco algo além de uma marca.

UnP EM FOCO: Alguma de suas vitórias você destacaria de modo especial?

Diego Cavalcanti: A vitória dos 200m em Uberlândia nos GP’s do Brasil este ano. Foi lá também na mesma prova que consegui o índice em 2009 do Pan-Americano Juvenil, onde fui 3º lugar nos 100m. Foi muito especial. Logo após a linha de chegada eu chorei, do mesmo modo que chorei em 2009. Foi um momento muito emocionante pra mim e para meu treinador que me acompanha em todas as provas onde vou.

UnP EM FOCO: Vamos falar de medalhas e premiações. O que você já conquistou?

Diego Cavalcanti: Fui escolhido o melhor atleta masculino no atletismo, pela Revista DEZ aqui do RN, de 2007 a 2011 e três vezes atleta ouro do JERNS; tive o melhor índice técnico do campeonato brasileiro juvenil, sub-23 e do JUBS, todos em 2009. E alguns títulos de Norte-Nordeste, Menor, Juvenil, Sub-23 e Adulto. Vice-Campeão Brasileiro Adulto nos 100m rasos em 2011; Campeão Sul-Americano Menor em 2008, em Lima-Peru, nos 100m, 200m e revezamento Medley (onde 4 atletas correm distâncias distintas, nas quais o primeiro corre 100m, o seguinte corre 200m, depois 300 e 400m) com a 2ª melhor marca do mundo. Em 2009 Campeão Sul Americano Juvenil nos 200m e 4x100m. Integrei o revezamento 4x100m rasos do Mundial Adulto no ano passado, na Coreia. Fui 9º lugar nos 100m na Universíade (Campeonato Mundial Universitário) representando a UnP… dentre outros títulos também importantes.

UnP EM FOCO: E quanto ao futuro e as próximas Olimpíadas?

Diego Cavalcanti: Quanto às Olimpíadas ainda não está garantido se até 1º de julho duas pessoas fizerem uma marca melhor do que a minha, que hoje é de vinte segundos e quarenta décimos; mas continuo treinando para melhorar minha marca e evitar que isso aconteça. O plano é participar de uma Olimpíada já agora em 2012 e conseguir uma final olímpica. Tenho metas e objetivos bem ousados para mim, por isso me dedico sempre mais e tento fazer o que poucos querem fazer sem dor, que é conquistar o que poucos conquistaram.