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24 de Maio de 2011 10:20

Entrevista com palestrante que foi destaque na XII Jornada de Odontologia

UnP EM FOCO Entrevista: Professor Francisco José de Souza Filho

Dentista graduado pela PUC de Campinas, com especialização em Endodontia pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP, mestrado em Biologia Patologia Buco-Dental pela UNICAMP e doutorado em Endodontia pela USP-Bauru. Titular de Endodontia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP, com experiência no ensino e pesquisa na área reparo apical e periapical em Endodontia; atua principalmente em áreas clínicas de pesquisas realizadas em animais – dentes de cães – e humanas. Sua principal área de estudos é sobre a ampliação de forame apical como fator indutor da invaginação de tecido conjuntivo do periápice para o interior dos canais radiculares – regeneração tecidual. Titular e coordenador do Serviço de Trauma Dental da FOP, com várias linhas de pesquisas clínicas voltadas para o controle das reabsorções dentárias, medicação intracanal e estudos epidemiológicos realizados nas escolas municipais da região de Piracicaba. Já ministrou mais de 250 cursos e conferências em Congressos Odontológicos, contribuiu com 8 capítulos de livros e colaborou nos trabalhos de pesquisa e publicações científicas junto com os professores da disciplina de Endodontia.

UnP EM FOCO: Professor, como surgiu o convite para sua participação na XII Jornada de Odontologia da Universidade Potiguar – UnP?

Prof. Francisco: Vim a Natal participar da XII Jornada Odontológica da Universidade Potiguar, a convite dos professores e amigos Rejane, Cícero e Fábio. Com a professora Rejane, eu já havia cursado junto o doutorado; e os professores Cícero e Fábio foram meus alunos na pós-graduação da Unicamp. Então, em nome dessa amizade, eu não poderia recusar esse convite.

UnP EM FOCO: Como o senhor avalia a importância desse evento para a pesquisa acadêmica?

Prof. Francisco: A Unicamp é tradicionalmente muito forte em pesquisa científica e por essa razão, a sua relação com a UnP hoje é muito importante, já que a Universidade Potiguar começa a despontar em pesquisa na área de Endodontia; então a gente também vem fazer um intercâmbio, como o que já fizemos levando alunos daqui pra lá e futuramente, pretendemos trazer alunos da Unicamp para fazer intercâmbio de conhecimentos aqui na UnP.

UnP EM FOCO: Qual a abordagem científica que o senhor está propondo para discussão nessa décima segunda edição da Jornada Odontológica, da Escola de Saúde da UnP?

Prof. Francisco: Esse evento, sem dúvida, é muito importante. Por isso, estou aqui me esforçando para comunicar aos alunos da forma mais didática possível, os novos rumos do tratamento ortodôntico, coisas nas quais estamos trabalhando há muito tempo, na mudança de paradigmas, nas formas de tratamento; há coisas nessa área que os alunos já podem estar sabendo e há coisas que ainda não, por isso o meu zelo e cuidado com a palestra.

UnP EM FOCO: É possível ver que os alunos lotaram o auditório para assistir sua palestra. Como o senhor vê esse interesse específico pela área de Endodontia?

Prof. Francisco: É bom ver os alunos tão interessados e em tão grande número. Sei que isso começa pelo esforço da Professora Gisele e dos Professores Cícero e Fábio, que quiseram trazer novas experiências para eles nesse nível. Todo esse processo é muito rico porque o retorno disso é muito importante. A avaliação que os alunos terão, ao ver professores diferentes, de outras universidades, dialogando com eles, isso para a UnP é muito importante. Os alunos têm senso crítico, eles mesmos podem avaliar se o que eles estão aprendendo aqui está no âmbito mais focado e moderno, e aqui, sem dúvida está. Digo isso porque meus alunos, os professores Cícero e Fábio, trouxeram para cá há cerca de cinco anos, a possibilidade de novas linhas de pesquisas.

UnP EM FOCO: Como o senhor avalia que deva ser essa participação por parte dos alunos?

Prof. Francisco: O feedback dos alunos é muito importante; depois desse primeiro impacto com novos conhecimentos, é natural que eles perguntem mais, se interessem mais pelas pesquisas na área, que eles vejam coisas diferentes e possíveis de fazer; que aumentem seu interesse pelo conhecimento, se aventurem mais pelas suas pesquisas e possam demarcar novos horizontes profissionais. Naturalmente, os alunos também devem buscar abrir espaço para o intercâmbio entre as universidades.

UnP EM FOCO: Que mensagem o senhor deixa para os alunos que participaram dessa Jornada?

Prof. Francisco: Vou repetir o que já disse algumas vezes a eles durante a palestra, para que não esqueçam: ninguém consegue conquistar uma medalha olímpica se não treinar muito para isso; a gente gosta de ver a premiação, mas não faz idéia do esforço e da energia que precisam ser desprendidos para tudo aquilo. O dentista precisa ter duas coisas básicas: o conhecimento básico conceitual, ou seja, saber porque tem que fazer as coisas; e integrar a matéria na qual ele está atuando – seja Dentística, Cirurgias, Endodontia, não tratando elas de forma segmentada; é preciso relacionar, integrar o conhecimento básico, biológico, com o clínico. E o clínico é só treinamento. Treinar, treinar e treinar, para aprender mais e estar apto para enfrentar o mercado de trabalho.