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12 de setembro de 2011 10:45

Entrevista: Escritora Clotilde Tavares

Alunos dos Cursos de Letras e Pedagogia reuniram-se para ouvir as histórias da escritora Clotilde Tavares no último dia 29/08, na unidade Floriano Peixoto. Durante a palestra, a escritora divulgou seu novo livro “O verso e o briefing: a publicidade na literatura de cordel”. Na ocasião, a convidada foi entrevistada pelos alunos Isaac Isidoro e Fátima Lopes, do grupo PET de Literatura Norte-rio-grandense, vinculado ao Curso de Letras da UnP.

PET: Quais foram suas primeiras leituras?

CLOTILDE TAVARES: Eu aprendi a ler sozinha, nas manchetes do Diário de Pernambuco. As primeiras palavras que aprendi a ler foram: “Diário de Pernambuco”. Eu tinha três anos de idade quando aprendi a ler. Meu pai era jornalista, poeta e vinha de uma linhagem de jornalistas, o pai dele também escrevia, os irmãos eram poetas, e eu fui criada numa casa cheia de livros, onde a principal de diversão era ler, ouvir rádio e conversar sobre o que se lia e o que se ouvia no rádio. E eu lia o que me aparecia pela frente; não tinha separação entre leitura para adulto e leitura para criança. Claro que tinha os livros de contos de fadas, mas outras leituras circulavam pela casa. E eu sou mergulhada na leitura desde que me entendo por gente.

PET: Entre os seus livros, há algum título preferido? Qual? Por quê?

CLOTILDE TAVARES: Eu sempre estou apaixonada por um ou outro, mas tem um livro de que eu gosto muito, que é A Botija. É um livro onde eu conto três estórias que ouvi quando era criança, misturo uma estória com a outra e construo uma narrativa que considero bem construída. Esse livro já me deu muitas alegrias, muitas viagens, alguns trocados, e foi distribuído pelo Ministério da Educação e Cultura para todas as bibliotecas escolares do Brasil.

PET: Parte do seu trabalho vem sendo divulgado pela internet. Qual a sua relação com essa tecnologia?

CLOTILDE TAVARES: Eu sou uma apaixonada pela tecnologia. Sempre adorei gadgets, mecanismos; se meu pai me dava um relógio, eu o abria. Eu não tenho medo das máquinas, pelo contrário, eu tenho uma relação muito boa com elas. Desde que começou a Internet que eu estou nela, eu estou na Internet antes do Windows, quando o sistema operacional era o DOS e a internet era só para trocar arquivos.

PET: Quais os seus projetos para o futuro?

CLOTILDE TAVARES: Primeiro, quero viver mais uns 50 ou 60 anos (risos). Eu quero colocar na Internet todos os meus textos que estão guardados, aqueles que eu não tive oportunidade de publicar. Quero transformar esses textos em livros e obras e colocá-los à disposição na internet, se não houver forma de publicar em papel. Quero continuar escrevendo, quero progredir nos meus estudos de música e ainda fazer algo na área do teatro. Porque o teatro está no meu sangue.

A entrevista na íntegra está publicada no blog http://literaturapet.blogspot.com.
Fotos do evento no www.facebook/unpsocialclube e na galeria de fotos do www.unp.br.