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19 de agosto de 2014 19:02

Entrevista: Universidade do futuro passa pela Educação a Distância

Tendência em todo mundo, a Educação a Distância é uma modalidade cada dia mais presente nas principais universidades nacionais e internacionais. Investindo na atualização das ofertas e afinada ao mercado de trabalho, a Rede Laureate Universities passa a contar com o principal nome da modalidade no Brasil. A partir de agora o executivo Carlos Longo é o novo Presidente Nacional de EaD na Laureate International Universities. O UnP em Foco conversou com o Professor, que no mês de julho esteve no Rio Grande do Norte conhecendo a Universidade Potiguar.

UnP em Foco: O tema “Educação” tem sido cada vez mais valorizado e discutido no Brasil. Em sua opinião, quais os rumos da Educação em nosso país e no mundo?

Prof. Carlos Longo: O Brasil tem uma lacuna ainda muito grande em relação à educação superior. Se compararmos o Brasil com outros países da América do Sul vamos ver que na Argentina, por exemplo, 55% dos jovens entre 18 e 24 anos estão na faculdade. Enquanto no Brasil estamos chegando agora a 14%. Em países como o Chile ou Peru temos índices de mais de 30%. Nos últimos 10 anos no Brasil, a modalidade que tem trazido mais pessoas ao Ensino Superior tem sido a educação a distância, que, além de ser uma modalidade de educação, é também um fator de inclusão social. O mundo, em termos de Educação Superior, gira em torno de associar educação de qualidade e o uso de tecnologia na modalidade a distância para que ela seja mais inclusiva e para que seja economicamente viável.

UnP em Foco: A Educação a Distância tem ganhado cada vez mais destaque no país e, também, nas grandes universidades do mundo. O que isso representa para o futuro da Educação Superior?

Prof. Carlos Longo: Temos uma massa de 20 milhões de brasileiros entre 25 e 35 anos que completaram Ensino Médio e não têm educação superior, porém o mercado de trabalho cada vez mais tem demandado esse conhecimento. Então, a Educação a Distância tem atuado muito no intuito auxiliar esse grande número de pessoas que estão trabalhando e precisam de uma formação superior, mas não têm tempo para frequentar um curso regular. Ou seja, a EaD tem um papel de inclusão social e ascensão profissional bastante relevante.

Ao mesmo tempo, nós estamos vivendo numa sociedade de conhecimento, num mundo digital, onde se imagina que aquele garoto que está com seus 10, 12 anos e está inserido em meios digitais como Facebook, Whatsapp, games, e vivendo em um universo interativo, não se adaptaria a uma universidade com um quadro negro em que o professor passa a matéria por escrito. Esse aluno certamente não conseguiria manter seus estudos dessa forma. Com isso, observamos um grande desafio futuro – não muito distante – em que a universidade tem que se reinventar, modernizar suas ações, ter aulas dinâmicas que façam uso de simulações, jogos, uma interatividade na sala de aula.

A modalidade a distância está inserida na modernidade da educação. A expectativa é que na próxima década não exista Educação Presencial e Educação a Distância, mas vai existir um modelo em que você terá momentos presenciais e momentos a distância, dando uma dinâmica mais moderna para esse processo de ensino e aprendizado, o que vai incluir desde o jovem de 16, 17 anos que chega na universidade, até o cidadão adulto de 32 anos que está precisando do estudo. Sendo assim, ter mais momentos a distância ou presenciais vai ser uma mera questão de cunho pessoal, do perfil de cada aluno, do que da modalidade em si.

UnP em Foco: Com a democratização da Educação Superior, quais as oportunidades aos jovens e adultos que buscam uma formação?

Prof. Carlos Longo: Sob o ponto de vista do adulto estudante, ele consegue se inserir na sociedade (uma vez que ele teve que entrar no mercado muito jovem e não pôde dar prosseguimento aos seus estudos) e agora, com a modernização do mercado de trabalho e uma série de conhecimentos específicos, ele se vê obrigado a concluir o Ensino Superior para crescer na vida e manter a sua empregabilidade. Nesse aspecto, a modalidade a distância tem tido um papel muito importante, tanto para o mercado de trabalho, de especializar e melhorar a mão de obra, quanto para esse cidadão.

O envolvimento com as ferramentas tecnológicas ainda no ambiente acadêmico leva o estudante a se familiarizar com o que enfrentará no mercado. O mercado respira tecnologia. As empresas estão presentes nas redes sociais e a ferramenta mais comum de comunicação é o e-mail. Não existe mais aquele mundo em que você tem somente o papel. Isso acabou no mundo real. À medida que o aluno, ao longo da sua formação, expõe-se ao uso dessas novas mídias, também vai se preparando para o mercado de trabalho.

UnP em Foco:  Em um mundo cada vez mais digital, quais os diferenciais encontrados por quem opta pela Educação a Distância?

Prof. Carlos Longo: É óbvio que quando falamos de Educação a Distância temos um grau de liberdade muito grande. Porém, fazer o seu próprio tempo implica em organização, disciplina e responsabilidade. Dá a falsa impressão que você pode deixar para amanhã, mas se fizer isso, vira uma bola de neve. Essa noção de liberdade de tempo corresponde à mobilidade, que permite que o aluno programe seu tempo de estudo. Por isso, é importante focar nas disciplinas, assim como na modalidade presencial.