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11 de Fevereiro de 2015 11:00

Estudantes da Escola da Saúde participam de projeto pioneiro em maternidade de Mossoró

Humanizar o parto e fazer do nascimento de uma criança um momento de tranquilidade para as parturientes é uma das missões dos estudantes da Escola da Saúde do Campi Mossoró. A Universidade Potiguar, convidada pela Casa de Saúde Dix-Sept Rosado para implementar a Rede Cegonha na maternidade, comemora os bons resultados das ações desenvolvidas com a participação dos alunos dos cursos de Fisioterapia e Enfermagem.

Iniciado em dezembro de 2013, o projeto desenvolveu na Casa de Saúde Dix-Sept Rosado, atividades diárias realizadas pelos estagiários voluntários da UnP acompanhados por docentes. Alunos de Fisioterapia deram atenção ao tratamento não farmacológico da dor durante o trabalho de parto, enquanto os alunos de Enfermagem realizaram ações referentes aos cuidados no pré-parto, parto e cuidados relacionados ao bebê, como a introdução ao aleitamento materno ainda na sala de parto, além de cuidados no puerpério.

Concretizado ao longo de 2014 na Casa de Saúde Dix-Sept Rosado em Mossoró, o projeto já apresenta bons resultados se comparadas as estatísticas por ano. Em janeiro de 2014 foram realizados 55 partos normais e 272 partos cesáreas. Já em janeiro de 2015, foram 126 partos normais e 183 partos cesárea, o que mostra uma evolução quanto a uma maior aceitação do parto normal.

O projeto terá continuidade ao longo de 2015 com um trabalho intensivo. Para esse ano estão sendo agregados à Rede Cegonha estudantes dos cursos de Nutrição e Serviço Social da UnP, além de profissionais já formados nessas áreas. O projeto é pioneiro no Rio Grande do Norte e no Brasil, e tem uma relevância significativa do ponto de vista social, do ponto de vista da produção da saúde e do ponto de vista econômico.

A Rede Cegonha faz parte de um projeto do Ministério da Saúde, e seus objetivos são: Diminuição da morbimortalidade materno e infantil; Diminuição do número de partos cesáreas sem indicação e consequente aumento do número de partos normais; Estimulo ao aleitamento materno exclusivo; Diminuição dos determinantes de risco de morte precoce neonatal, dentre outras condutas.