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25 de Maio de 2015 12:14

Jornalista Klester Cavalcanti lança livro sobre trabalho escravo e conversa com alunos da UnP

A luta contra a escravidão no Brasil continua, mesmo depois de 127 anos da assinatura da Lei Áurea, em 1888, o país ainda tem cerca de 155 mil cativos. O jornalista e escritor Klester Cavalcanti volta a Natal para lançar seu novo livro “A Dama da Liberdade”, que retrata a vida de Marinalva Dantas, uma Auditora Fiscal do Trabalho libertou mais de 2.300 pessoas em uma década de atuação. Nesta segunda-feira, dia 25, o autor conversa com alunos de Jornalismo da Universidade Potiguar, integrante da rede Laureate, sobre a experiência de reportar histórias. A palestra acontece no Auditório 2 da Unidade Floriano Peixoto, a partir das 19h.

Este é o segundo encontro entre Klester Cavalcanti e os futuros jornalistas da UnP. No ano passado ele participou de um bate-papo sobre a cobertura da guerra na Síria. Desta vez o autor participa de uma mesa-redonda conduzida pelos professores Manoel Pereira e Leonardo Medeiros para falar sobre a obra, juntamente com a personagem principal, Marinalva Dantas.

Aos 61 anos, Marinalva Dantas é uma mulher comum: mãe, avó, já foi casada e enfrenta dramas e problemas como qualquer pessoa. A missão que abraçou, por outro lado, é extraordinária. Auditora Fiscal do Trabalho, ela passou quase 10 anos à frente do grupo do Governo Federal que combate à escravidão no Brasil. Mergulhada nessa causa, Marinalva libertou homens, mulheres e crianças nos rincões do país.

Além do encontro com estudantes, o livro também será lançado na terça-feira, dia 26, na Livraria Saraiva do Shopping Midway Mall.

SOBRE O LIVRO
“A Dama da Liberdade” é resultado de cinco anos de pesquisa do autor Klester Cavalcanti. Três vezes vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura – uma delas com seu livro anterior, “Dias de Inferno na Síria” –, o jornalista tem acompanhado o trabalho de Marinalva desde o início e não apenas fez um perfil da poderosa mulher, como traz ao debate a questão ainda persistente do trabalho escravo nos dias de hoje. “Acho importante contar a história dessa mulher, que representa todas as pessoas que combatem o trabalho escravo no Brasil, em pleno século 21, o que torna essa história ainda mais impactante”, diz Cavalcanti.