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22 de novembro de 2019 16:15

Pesquisa em Natal desenvolve novo método para tratamento da água

Levantamento aponta 19 bairros com abastecimento comprometido por nitrato, mas os cientistas criaram solução biotecnológica para o problema

Uma análise da água que abastece 19 bairros de Natal, realizada por pesquisadores potiguares, mostrou que 17 deles estão com contaminação de nitrato e valores de cloro residual livre acima do permitido. Porém, uma boa notícia: os mesmos cientistas estão desenvolvendo um tratamento biotecnológico com resultados satisfatórios.

O levantamento é resultado do projeto “Águas Limpas”, desenvolvido através da dissertação da Mestranda Sarah Martins dos Reis pelo programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UnP (PPGB-UnP). O trabalho foi feito sob orientação da Profa. Dra. Maria Aparecida Medeiros Maciel, juntamente com uma equipe multidisciplinar de pesquisadores.

Especificamente, a pesquisa mostrou resultados negativos para águas coletadas em: Lagoa Azul, Pajuçara, Nordeste, Quintas, Alecrim, Bom Pastor, Dix-Sept Rosado, Lagoa Seca, Nazaré, Felipe Camarão, Lagoa Nova, Nova Descoberta, Guarapés, Cidade Nova, Candelária, Pitimbu, Capim Macio, Neópolis e Ponta Negra.

Após as análises, a pesquisa mostrou níveis variados de contaminantes, em destaque, o nitrato que apresentou valores acima do padrão de potabilidade da Portaria de Consolidação 05/2017 do Ministério da Saúde (10 mg/L N-NO3-). Este resultado indica que o sistema de esgotamento sanitário e de tratamento está comprometendo o manancial subterrâneo da cidade de Natal, o aquífero Dunas-Barreiras.

Tratamento

Diante disso, foi criado um tratamento nas águas contaminadas que teve resultados significativos para a descontaminação. Para tanto, foi utilizada uma resina comercial impregnada com um vegetal, como matriz de purificação.

Os resultados das análises de índices de nitrogênio na forma de nitrato, foram divulgados no 7th Brazilian Biotechnology Congress, que ocorreu em Brasília, em 2018. E o produto desenvolvido para purificação, possibilitou o depósito de uma patente. Em caso de vir a ser aplicado industrialmente, possibilitará a melhoria da qualidade de vida da população norte-rio-grandense.

“Além dos benefícios ao meio ambiente e à população, o trabalho realizado pelo PPGB-UnP ajuda também, a incentivar o desenvolvimento do pensar científico e criativo. Isso propicia um instrumento para o desenvolvimento da pesquisa no Brasil. A UnP,  como instituição de ensino, apoia e contribui para o desenvolvimento científico regional, nacional e internacional”, afirma a Coordenadora da Pós-graduação em Biotecnologia, Profa. Dra. Amália Rego.