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26 de julho de 2017 10:00

Pesquisa inédita comprova segurança das vacinas tetra e nonavalente contra o HPV

Professor Ricardo Cobucci, da UnP, é um dos autores do estudo cujo resultado pode trazer tranquilidade aos pais que temem imunizar os filhos

Uma pesquisa inédita apontou a eficácia e segurança de duas variantes da vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV). Os resultados podem trazer mais tranquilidade aos pais que temem imunizar meninas e meninos entre 9 e 14 anos no programa de vacinação do Ministério da Saúde, o que resulta em índices reduzidos de cobertura vacinal no Brasil. Atualmente, no país, a rede pública oferece a vacina tetravalente (que protege contra quatro variantes do micro-organismo) e, a partir do próximo ano, a rede privada oferecerá também a nonavalente, ambas analisadas pelo levantamento. A pesquisa resultou no artigo publicado no dia 24 de julho pelo Journal of Immunology Research e é assinado por seis pesquisadores, entre eles, o prof. Ricardo Cobucci, do curso de Medicina da Universidade Potiguar (UnP).

O estudo foi feito com base em ensaios clínicos já existentes e verificou em um grupo de mais de 20 mil mulheres, com idades entre 9 e 26 anos, que receberam as vacinas a segurança de ambas. “Os resultados confirmam que a vacina oferecida hoje no Brasil é segura e a que vai estar disponível também, com a vantagem de trazer uma prevenção mais ampla que a utilizada hoje. Isso mostra para a sociedade científica e para a população que não há riscos na troca da vacina”, explica o professor que é médico ginecologista e doutor em Ciências da Saúde.

Os resultados do artigo também serão apresentados de forma oral no próximo mês de outubro no Congresso Europeu de Ginecologia (Eurogyn) a ser realizado em Amsterdã, na Holanda. O trabalho também é assinado pela doutoranda em Ciências da Saúde pela UFRN, Ana Paula Ferreira Costa, egressa do curso de Farmácia da UnP; Janine Medeiros da Silva, Paulo Henrique da Costa Lima e Ana Katherine Gonçalves, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da UFRN; e Paulo César Giraldo, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Unicamp.