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1 de novembro de 2017 16:52

Pesquisa mostra melhora na saúde de pacientes renais com exercício físico

Trabalho vem sendo desenvolvido por grupo de estudos do Curso de Educação Física e acompanha pessoas que realizam hemodiálise

Por meio do exercício físico, pacientes renais têm melhorado a qualidade de vida e a saúde. É o que mostram os primeiros resultados do ToRRent – Treinamento Resistido para Pacientes Renais Crônicos, realizado pelo curso de Educação Física da Universidade Potiguar em parceria com o Instituto do Bem e o Protransplante em Natal. Quinze pacientes avaliados apresentaram melhoras significantes em índices como a composição corporal, parâmetros motores e índices de colesterol, o que tem auxiliado no tratamento e os tornando aptos ao transplante renal.

Desde maio de 2017, os participantes do ToRRent frequentam duas sessões semanais de exercícios físicos com duração de uma hora cada. As atividades físicas são praticadas no Ginásio Terapêutico da Escola de Saúde da UnP utilizando maquinário de academia, sendo auxiliados por alunos de Educação Física e orientação de professores e preceptores. O projeto é desenvolvido pelo Núcleo de Avaliação e Prescrição de Exercício Físico (Napex), grupo de estudos coordenado pelos professores Edson Pinto, Thiago Renee e o preceptor Nailton Albuquerque.

Nesse período de acompanhamento, os pacientes passaram por duas avaliações e mostraram evolução em diversos aspectos. Um deles é a diminuição dos índices de gordura no sangue com aumento do colesterol bom (HDL) e redução tanto do colesterol ruim (LDL), quanto do colesterol total. Na função física, houve uma redução considerada significativa na gordura corporal de até 10,9% e aumento da massa livre de gordura composta por músculos, ossos e água corporal, que ajudou a melhorar o funcionamento físico, percepção de dores, relações interpessoais e disposição.

Outro resultado é uma menor circunferência abdominal, fator de risco para o infarto, mal comum entre pacientes renais. “Inicialmente, eles também têm a percepção de que não podem realizar exercícios físicos, por se considerarem incapazes e isso, com o tempo, provoca uma dificuldade na realização das atividades da vida diária. Porém, com o projeto melhoramos essa sensação também, mostrando aos pacientes as melhoras na capacidade funcional”, explica o Preceptor de Educação Física e Coordenador do ToRRent, Nailton Albuquerque.

Nailton é responsável pelas pesquisas juntamente com os alunos da oitava série Joyce Thalita da Costa Andrade, Rayanne Santos Silva e Silvana Medeiros de Araújo.

QUALIDADE DE VIDA
A despeito dos resultados relevantes nas avaliações físicas, um aspecto importante chama atenção dos pesquisadores: na avaliação dos itens sobre qualidade de vida, os participantes do programa relataram melhoria em 20 deles. Isso significa uma sensação de dor diminuída, mais bem-estar emocional, função social e sexual melhoradas e percepção reduzida da sobrecarga da doença.

Os resultados do ToRRent já têm rendido trabalhos em eventos científicos e devem render outras publicações que vão desde Trabalhos de Conclusão de Curso que serão apresentados em novembro de 2017 até publicações em revistas ligadas na área de nefrologia.