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5 de Março de 2015 15:24

Professores da Escola de Engenharias e Exatas depositam patente

Um pedido de patente encaminhado ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) por pesquisadores da UnP foi depositado na última semana de fevereiro e está tramitando formalmente no órgão, garantindo assim o privilégio do achado. Trata-se de um processo de pesquisa desenvolvido em laboratório, e que resultou em uma substância química utilizada de forma inovadora como catalisador do resíduo de petróleo. Na prática, significa que a equipe – que conta com os professores Ana Catarina Coriolano e Glauber José Fernandes, da UnP, em parceria com professores da UFRN – obtiveram um meio de extrair óleo diesel e gasolina de material residual do petróleo, normalmente destinado ao descarte.

“É um achado muito importante do ponto de vista econômico, por ampliar o aproveitamento de material que seria destinado ao descarte, e também ambiental, para evitar contaminação por resíduo bruto”, disse a professora Ana Catarina. O pedido de patente do catalizador desenvolvido busca preservar a autoria intelectual da pesquisa e assegurar o domínio sobre a sua aplicabilidade. Como explicou a professora, que coordena o Mestrado Profissional em Engenharia do Petróleo e Gás da UnP, trata-se de uma técnica inovadora que obteve mais sucesso, em relação a outros catalisadores existentes, no volume de extração de diesel e gasolina a partir do resíduo candidato ao lixo poluente.

O processo de patente está depositado sob o título “Processo de Pirólise Termocatalítica de resíduos de borra oleosa de petróleo utilizando materiais nanoestruturados”. De acordo com a pesquisadora, o achado é especialmente útil para bacias petrolíferas como a do Rio Grande do Norte e outros estados brasileiros que já enfrentam um processo de exaustão de suas reservas, gerando extração de petróleo geralmente denso e com elevada taxa de resíduos para descarte. “Este catalisador permitirá aproveitar esse resíduo de forma produtiva”, celebrou Catarina Coriolano.

**Por Stella Galvão, gestora de comunicação da Escola de Engenharias e Ciências Exatas.