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25 de Maio de 2018 15:09

Projetos autorais e inovadores marcam VII Workshop de Engenharias e TI

Alunos se destacam com ideias levadas para exposição durante o evento

Aluno da 7ª série do curso de Engenharia Mecânica, o aluno João Pedro Lopes trouxe para o VII Workshop de Engenharias e TI da Universidade Potiguar, o projeto MK21s, uma unidade de Torque Semiautomática, equipamento tecnológico idealizado para o aperto de parafusos. O estudante ingressou no curso em busca de ampliar o conhecimento sobre aquilo que possui a prática na empresa em que trabalha. Para ele, a oportunidade de trazer o projeto de sua empresa para a exposição é algo satisfatório. O trabalho é apenas um dos que estão sendo apresentados durante o evento realizado na Unidade Nascimento de Castro, de 23 a 25 de maio.

“Trazer esse projeto para a exposição é muito significante, permite que eu demonstre tudo o que eu aprendi na empresa, aliado ao que estamos tendo conhecimento em sala de aula”, comenta. Com uma tecnologia de ponta para o setor de mecânica, o aluno ressaltou que até alguns dos próprios professores ficaram surpresos com as ferramentas. “Poucas pessoas que passaram aqui pelo estande conheciam essas ferramentas. É importante mostrar para quem está iniciando o curso, que algumas dessas tecnologias podem auxiliar nos projetos. Toda essa área tecnológica agrega o interesse dos visitantes pela área, sejam os próprios alunos ou até professores”, completa.

O professor das disciplinas básicas das graduações de Engenharia da UnP, Heleno Carlos, revelou que a mostra trouxe vários projetos integrados com disciplinas que ainda estão por vir. “Me impressionou muito que em vários projetos os alunos buscaram de maneira espontânea um conhecimento além do que já foi passado para eles em sala de aula. Esse interesse deles por desenvolver grandes produtos é muito importante também para nós professores”, contou.

Heleno ainda revela que a proposição do Workshop de Engenharias e TI extrai do aluno uma capacidade cognitiva para a criação de projetos inovadores, como o de Dasaev Matheus e seu grupo, todos do terceiro período de Engenharia Civil. Com um projeto de monitoramento automatizado de “Bate-Estaca”, Dasaev explicou que a inspiração do projeto surgiu justamente em aulas como a do professor Heleno. “A ideia surgiu em sala de aula. Alguns componentes do grupo estagiam ou trabalham com essas ferramentas, e percebemos que o monitoramento poderia ser automatizado, o que facilitaria na execução de fundações profundas”, afirma o aluno.

A iniciativa de Dasaev e seu grupo foi apontada pelo professor como um trabalho inovador, e o estudante conta que o desenvolvimento do projeto, a elaboração do produto final demorou de duas a três semanas, e envolveu alguns percalços. “O trabalho gerou debate entre os próprios componentes do grupo, por ser algo inovador inclusive para nós. Tivemos que, no meio da construção, realizar a troca do motor, mas isso tudo trouxe muito aprendizado para que a gente possa, inclusive, dar sequência neste projeto”.

Dasaev comenta ainda o quanto é importante para ele, que os projetos na Graduação estejam dando um grande resultado. Aos 25 anos, Dasaev Matheus é atleta profissional de futebol, e busca na graduação um projeto para o seu futuro. “A carreira de jogador profissional é curta. A Universidade, em um curso que sempre almejei, me dá possibilidade de ter algo concreto futuramente”, disse.

CIDADE INTELIGENTE

Estudantes do 5º período de Engenharia Química também surpreenderam ao apresentarem o projeto denominado “Cidade Inteligente”, que tem como intuito transformar dejetos de animais, em especial, os da área rural, em fontes próprias de energia, sem haver a necessidade de extrair tensões de postes. O conceito apresenta diversas formas de reciclagem que podem contribuir para o desenvolvimento do meio ambiente, e a capacidade de uma produção própria de energia.

Um dos componentes do grupo, Felipe Farkatt, explicou que a execução da ideia agrega bastante no desenvolvimento do curso. “O engenheiro químico não vê simplesmente o processo, ele precisa ter a noção geral da sociedade. Nesta fonte alternativa procuramos formas que resolvam a problemática energética do nosso país, trazendo um melhor desenvolvimento principalmente para o meio ambiente, transformando o lixo em benefícios“, relata.

Fotos: José Carlos Borges, aluno de Jornalismo UnP