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17 de Maio de 2016 17:29

“Que Horas Ela Volta?” é filme de maio do Cine PET Letras

Dia 18 de maio a Unidade Floriano Peixoto se transforma mais uma vez numa sala de cinema. O filme escolhido para nova edição do Cine PET Letras é o brasileiro “Que Horas Ela Volta?”, da diretora Anna Muylaert. A sessão tem início às 16h30, no Auditório I, e traz para o debate a história de Val, personagem de Regina Casé, uma empregada doméstica que saiu do Nordeste para cuidar da casa e do filho de patrões da elite paulistana.

SINOPSE por Thiago Sabino – aluno de Letras 5NA

Em “Que Horas Ela Volta?”, a diretora Anna Muylaert (É Proibido Fumar) mostra o dia-a-dia de Val (Regina Casé), empregada doméstica em São Paulo, que migrou do Nordeste para cuidar da casa e do filho de patrões da elite paulistana, e lá deixou a sua filha.

Bárbara (Karine Teles), José Carlos (Lourenço Mutarelli), os patrões, e o filho Fabinho (Michel Joelsas) são mostrados como totalmente dependentes dos afazeres de Val e ao mesmo tempo quase indiferentes à vida da empregada. Fabinho por sua vez vê na empregada a imagem de uma mãe, aliás, ela o criou para que sua mãe pudesse trabalhar.

A trama que apresenta nada mais que uma típica família da burguesia paulista é abalada quando Val recebe a notícia que sua filha Jéssica (Camila Márdila) está vindo a São Paulo fazer vestibular e precisa de um lugar para ficar. Como a empregada vive na casa dos patrões, a primeira opção é a garota passar alguns dias vivendo ao lado da mãe, junto à família abastada.

A trama mostra o cenário triste que existe ainda hoje no Brasil, demonstrando todo o descaso e excesso de regalias dos patrões e as exigências que estes fazem a seus empregados.  Val vive sua vida para seus patrões, deixando sua filha e todo e qualquer outras conquistas para cuidar de seus empregadores.

Já a família tem uma visão comum do cenário apresentado, afinal, foram educados assim, acostumados com alguém lhes servindo, herança de famílias escravagistas do século XIX, que apesar de terem aprendido a custear o trabalho de seus serviçais, nunca aprenderam a tratá-los como pessoas com direitos iguais aos seus.

O filme retrata esse cenário triste que assola a população brasileira, mas também mostra que este cenário pode vir a ter mudanças. Muitas vezes vemos Fabinho tratando Val com respeito, resta saber se realmente fará isso quando tiver sua “Val” no futuro, mas a trama também guarda surpresas que vão deixar o espectador orgulhoso e reflexivo sobre o tema abordado.