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23 de Maio de 2018 20:03

Roupas de papel e maquetes marcam exposições no Workshop de Arquitetura, Design e Moda

Alunos apresentaram trabalhos práticos e contam da emoção e aprendizado ao colocar a mão na massa

Grazielly Mayara de 18 anos, aluna da 1ª série do Curso de Design e Moda, criou junto com colegas de sala, um vestido feito de papel. Essa peça fez parte de um trabalho da disciplina Introdução ao Design de Moda e tema de um desfile em abril. No dia 22 de maio, o trabalho foi exposto no Workshop de Arquitetura, Design e Moda e, enquanto montava o cenário com as peças, ela falou orgulhosa por ter conseguido fazer a atividade em pouco tempo de curso.

A exposição “Forma e Silhueta” trouxe os trabalhos de Grazielly e outros alunos na programação do evento. O processo de produção durou 20 dias e depois de pronto surpreendeu às estudantes, que ficaram emocionadas ao ver o resultado. Grazielly conta que foi desafiador. “Foi um baque porque a gente não tinha muita base, e ao mesmo tempo foi divertido porque a gente via que era capaz. Fomos desenvolvendo potencial dentro da disciplina”, relata.

Ela ainda acrescenta que é muito difícil desenhar e tirar a ideia do papel. As peças foram feitas em terceira dimensão (3D) e ela não imaginava que iria dar certo. “Eu me emocionei muito no desfile porque fui eu que produzi a minha amiga de grupo. Ela foi modelo e desfilou. Então, eu consegui colocar a mão na massa do início ao fim: tanto na criação, como arrumá-la, maquiar, tirar foto, a escolha de acessórios que é a parte do styles que a gente fez sem nem ter visto a matéria de styles”, completa.

INSPIRAÇÃO
O projeto das roupas de papel expostas foi uma inspiração com base no estilista Jum Nakao que criou um projeto de roupas feitas de papel. Foi inspirado também nas vestimentas do século XVII, XVIII e XIX, com destaque nas silhuetas. “A minha que teve decote em forma de coração é a silhueta extremamente fina, artificial que é do período Barroco”, explica.

Ela confessa que fazer uma releitura de uma época que não viveu, lhe causou uma nostalgia, pois ao mesmo tempo que não presenciou esse tempo, existiu a interação entre disciplinas. Em sala de aula, houve um estudo sobre o book das décadas, quando viram bastante fotos, resoluções diferentes e lugares diferentes e tudo isso acabava indo para inspiração desse projeto, assim interligando os assuntos estudados. “É muito legal e ao mesmo tempo difícil, porque quando você vai pensando numa coisa, outras ideias vão surgindo ao longo da criação”.

Para Emily Hypolito de 23 anos, colega de grupo de Grazielly, não foi diferente, “Foi um desafio muito grande, no início a gente ficou assustada, achava que não ia dar conta. Mas a empolgação foi maior, porque todo curso no início é muito teórico e a gente fica um pouco com a expectativa de botar a mão na massa. Então era um misto de muito medo com ansiedade de fazer alguma coisa. Até o dia do desfile, a gente terminou tudo muito corrido. Eu não tinha visto toda montada e fiquei muito emocionada quando desfilei, quando colocaram a roupa em mim e vi que deu certo. Tive vontade de chorar, mas não podia porque estava toda maquiada”, lembra.

O professor de Design de Moda, Ewerton Medeiros explica que os alunos foram além do trabalho com papel. “Utilizamos EVA, pintamos a base do papel kraft, metal, plástico, arames. Eles pesquisaram, viram imagens de como as pessoas se vestiam nessa época”.

NOVAS EXPERIÊNCIAS
O objetivo do Workshop é trazer novas experiências para a Universidade. “Fugir um pouco do sentido acadêmico e proporcionar oficinas mais práticas, minicursos, novos tipos de conhecimentos que eles possam botar na prática o que eles aprendem em sala de aula”, explica o Prof. Juarez Soares da Escola de Arquitetura, Design e Moda.

Além da exposição das peças dos alunos de Moda, os estudantes da 1ª à 7ª série do Curso de Arquitetura e Urbanismo também mostraram os trabalhos deles. Uma atividade da disciplina de Criação com o Prof. Marcos Delgado e a disciplina Espaço e Lugar, com a Profa. Juliana Paiva.

João Paulo Silva da 3ª série do Curso afirma que essa parte de desenvolvimento de maquetes e a estrutura é uma preparação para o mercado de trabalho e para a questão de construção também. “Para a gente ter uma vivência de como está construindo’’.

Também foi realizado um bazar de troca de roupas que teve como objetivo estimular a questão do consumo consciente para que todos os participantes tivessem a dimensão de que é possível compor um guarda-roupa sem precisar gastar dinheiro.