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5 de setembro de 2017 18:54

Site canadense repercute pesquisa de professor de Medicina da UnP

Matéria do The Globe and Mail cita artigo assinado pelo Prof. Ion de Andrade levantando hipóteses sobre as causas do surto de microcefalia no Brasil

Uma matéria do site de notícias canadense The Globe and Mail repercutiu as hipóteses sobre o surto de microcefalia no Brasil, apresentadas em artigo científico publicado por um docente da Universidade Potiguar. O trabalho citado é assinado pelo Prof. Ion de Andrade, do Curso de Medicina, juntamente com o Prof. Massimo Giangaspero, da Universidade de Teramo, na Itália. Os pesquisadores investigam a suspeita de que fatores ambientais existentes no campo podem estar relacionados às malformações observadas no final de 2015 em bebês após a infecção das mães pelo Zika vírus.

Na reportagem, a jornalista Stephanie Nolen, correspondente do veículo de comunicação no Rio de Janeiro, descreve que após dois anos, os cientistas ainda não sabem a real causa dos casos de microcefalia ocorridos no Brasil. Intitulada “Zika virus: still no clear answers” (em português, “Zika vírus: ainda sem respostas claras”), a matéria mostra que embora, a infecção Zika tenha sido comprovada como um fator importante, ainda há dúvidas sobre as reais causas que, associadas com o vírus, provocariam malformações das crianças.

A pesquisa do Prof. Ion, médico com Doutorado em Ciências da Saúde/Medicina II, é um dos trabalhos citados pela repórter entre os que investigam as hipóteses no mundo. O artigo científico foi publicado no mês de julho de 2017 no SciFed Virology Research Journal da Scientific Federation e resultará em uma pesquisa maior que tem o propósito de aprofundar as investigações.

Baseados nos dados estatísticos do surto, os pesquisadores observaram que a prevalência da microcefalia em pequenos municípios brasileiros foi significativamente mais alta que nos mais populosos. Com isso, eles suspeitam que o vírus da diarreia bovina (BVDV) esteja envolvido nas causas da microcefalia. Esse micro-organismo foi verificado por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em bebês com a síndrome. Além disso, apesar de não causar malformações em humanos, esse segundo patógeno é responsável por anomalias em bezerros que se assemelham às encontradas em bebês com microcefalia.

A matéria completa, publicada em inglês, pode ser lida clicando aqui.